Para um dia frio, 26/12/09.


... E o pássaro não viu.
Como todos os dias, se arriscava ao Sol, pra buscar um raio, um raio-de-luz e levar à Flor. Como que e-n-c-a-n-t-a-d-o, mais que a própria luz que carregava, o pássaro só via o sorriso da Flor ao vê-lo chegar. E foi assim esse conto. Todos os dias.


Caía neve lá no hemisfério gelado. Porque é Natal.
Aqui do outro lado, chuva invisível.
E o pássaro deixou escapar a luz por seus pezinhos, ao ver o olhar frio da Flor.
Congelou ao ouvir que ela não-mais-queria raio algum.
E se por fora, a chuva o encharcou de lágrimas, por dentro, um bloquinho de gelo lá do pólo norte emudeceu seu coração.
E não sabendo mais o que fazer de suas manhãs, o pássaro nada revidou. Porque seria incapaz de machucar a Flor.
Feliz 2010.

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