2012 deveria mesmo trazer água.


Pra lavar a alma da gente, nera?


De 2011, tenho trazido comigo essa mala pesada.
Tudo o que eu acumulei ao longo desses anos estão aqui e o mais estranho é que o que pesa mais são suas ausências. Ou não. Tô refletindo aqui sobre meus muitos amores e tudo o que me marcou. Ou não. Sobre querer que volte pra mim. Ou não.

Eu sabia que um anjo torto teria me dito no nascimento que eu viria meio desajustada. Só que eu pensei que era de brincadeira, né. Vim danificada, e pra falar a verdade isso não é querer ser especial.

Na minha mala trago a sensação que não sou deste tempo, com esta moda, desta galera e deste ‘tipo’. Não sei amar. Porque sim, me apego e não tenho medidas. A-I-N-D-A-S-E-M-P-R-E-V-O-U-Q-U-E-R-E-R-V-O-C-Ê. Ou não. Não sei me comportar como a "mulher" que as pessoas querem. Não sei aceitar as coisas sem que me doam. E muito. 
Me vingo. De você e de mim. Não acho que as pessoas sejam tão boas e tão sensíveis. (Só uma certa *estrelinha... ). Desconfio. Sou tão forte e tão fraca que me desmancharia no ar ou daria mesmo meu corpo ao perigo efetivo, pra dizer um adeus pra sempre.

E aliviar o peso da mala.

Crises de Final de Ano,
Feliz 2012.

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